O que acontece quando uma hérnia umbilical não é tratada?

Uma hérnia umbilical não tratada pode aumentar de tamanho ao longo do tempo e permitir a entrada de mais conteúdo abdominal, Em algumas situações, podem ocorrer complicações como encarceramento e estrangulamento, levando à necessidade de uma cirurgia de urgência.

A hérnia umbilical acontece na região do umbigo. Existe um defeito nesse local que permite que o conteúdo de dentro da barriga se projete para fora pela região umbilical.

Hérnias também podem ocorrer em outros pontos da parede abdominal. Entre os exemplos citados estão a hérnia epigástrica, localizada um pouco acima da região umbilical, e a hérnia inguinal.

No caso da hérnia umbilical, um dos pontos importantes é entender o que pode acontecer quando ela permanece sem tratamento por mais tempo.

O que pode acontecer com uma hérnia umbilical não tratada?

Com o passar do tempo, uma hérnia umbilical não tratada pode aumentar de tamanho. Conforme ela cresce, uma quantidade maior de conteúdo abdominal pode entrar na hérnia.

Esse processo pode favorecer o aparecimento de duas complicações mencionadas nesse contexto: o encarceramento e o estrangulamento.

Essas situações acontecem quando o conteúdo abdominal que entrou na hérnia encontra dificuldade para retornar ou sofre compressão no local. Dependendo do que ocorre, o paciente pode apresentar dor e comprometimento da circulação naquela região.

Encarceramento e estrangulamento da hérnia umbilical

O encarceramento da hérnia umbilical acontece quando o conteúdo que entrou na hérnia não consegue retornar para a cavidade abdominal.

Quando isso ocorre, a região pode ficar inflamada e dolorosa. O retorno venoso também pode ficar comprometido enquanto esse conteúdo permanece preso.

Já o estrangulamento da hérnia umbilical está relacionado à compressão desse conteúdo dentro da hérnia. Ao ficar apertada no local, a região pode apresentar comprometimento do fluxo sanguíneo.

Sem a chegada adequada de sangue, também há redução do oxigênio disponível para o conteúdo que está preso. É essa situação que caracteriza o estrangulamento.

Tanto o encarceramento quanto o estrangulamento são complicações importantes porque podem fazer com que a correção da hérnia deixe de ser uma cirurgia programada e passe a exigir atendimento cirúrgico de urgência.

Por que a correção pode ser realizada de forma eletiva?

Quando ocorre uma dessas complicações, pode ser necessário operar a hérnia de urgência.

A proposta de realizar a correção antes que esse quadro aconteça é justamente permitir que a cirurgia seja feita de forma eletiva.

Nesse processo, o paciente passa por uma consulta, realiza os exames solicitados e é preparado para a cirurgia de correção da hérnia umbilical.

Dessa forma, o procedimento é organizado antes do desenvolvimento de situações como encarceramento ou estrangulamento, que podem levar à necessidade de uma intervenção de urgência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Existe um número específico de crises de diverticulite que indica a necessidade de cirurgia?

Não. Atualmente, a decisão não depende de um número fixo de episódios, mas da frequência, intensidade e características de cada crise.

Crises leves, mas frequentes, também podem levar à indicação cirúrgica?

 Sim. Episódios repetitivos, mesmo de menor intensidade, podem evoluir para quadros mais graves e ser considerados na decisão pela cirurgia.

Uma crise de diverticulite com perfuração pode justificar cirurgia?

Sim. Quando há perfuração, a cirurgia pode ser indicada após o controle da fase aguda para reduzir o risco de complicações futuras.

Por que a tomografia é importante na avaliação da diverticulite?

Porque ela ajuda a identificar a extensão da inflamação e alterações como perfuração, permitindo uma avaliação mais precisa da gravidade do quadro.

Em quais situações a diverticulite pode levar à necessidade de colostomia?

Em casos graves, como perfuração em cavidade livre com necessidade de cirurgia de urgência, pode ser necessária uma colostomia temporária.

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Close de hérnia umbilical na região do umbigo

Publicado em: 11/09/2026.

Atualizado em: 11/09/2026.

Autor

Dr. Tiago Emanuel

CRM: 145172-SP

RQE Nº: 84311

Cirurgião do Aparelho Digestivo e aperfeiçoou-se em Cirurgia hepatobiliopancreática e Transplante Hepático